sexta-feira, 4 de março de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
The Lonely Shoe Lying on the Road
One sad shoe that someone has probably flung
out of a car or truck. Why only one?
This happens on an average one year
in four. But always throughout my
life, my travels, I see it like
a memorandum. Something I have
forgotten to remember,
that there are always
mysteries in life. That shoes
do not always go in pairs, any more
than we do. That one fits;
the other, not. That children can
thoughtlessly and in a merry fashion
chuck out someone's shoe, split up
someone's life.
But usually that shoe that I
see is a man's, old, worn, the sole
parted from the upper.
Then why did the owner keep the other,
keep it to himself? Was he
afraid (as I so often am with
inanimate objects) to hurt its feelings?
That one shoe in the road invokes
my awe and my sad pity.
by Muriel Spark
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
"Reconhecemos o problema da destruição do ambiente. Contudo, parece que só muito lentamente é que estamos a tomar consciência de que a salvação da ecologia depende da salvação da nossa camada de ozono espiritual e, em particular, da salvação das nossas florestas tropicais espirituais. Não nos deveríamos já ter questionado há muito sobre o que se passa com a conspurcação do pensamento, com a poluição das nossas almas? Muito do que aceitamos nesta cultura media e de consumo corresponde, no fundo, a um lastro tóxico que conduzirá, quase forçosamente, a um envenenamento espiritual."
In "A Luz do Mundo"Peter Seewald
domingo, 16 de janeiro de 2011
METADE
E que a força do medo que tenho,
Não me impeça de ver o que anseio,
Que a morte de tudo o que acredito,
Não me tape os ouvidos e a boca:
Porque metade de mim é o que grito,
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe,
Seja linda, ainda que triste.
Que o homem que eu amo,
Seja para sempre amado, mesmo que distante:
Porque metade de mim é partida,
E a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo,
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A uma pessoa inundada de sentimento:
Porque metade de mim é o que ouço,
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora,
Se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que corre por dentro
Seja um dia recompensada:
Porque metade de mim é o que penso,
E a outra é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste,
Que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto, o doce sorriso
Que me lembro ter dado na infância:
Porque metade de mim é a lembrança do que foi,
A outra metade, eu não sei.
Não seja preciso mais que uma simples alegria
Para me fazer aquietar o espírito,
E que o teu silêncio me fale cada vez mais:
Porque metade de mim é abrigo,
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma reposta,
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar:
Porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer,
Porque metade de mim é platéia,
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada,
Porque metade de mim é amor,
E a outra metade também.
(Oswaldo Montenegro)
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Para este Natal
"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível. " (São Francisco de Assis)
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Angelus - Imaculada Conceição
"O mistério da Imaculada Conceição é fonte de luz interior, de esperança e de conforto. Em meio às provas da vida e especialmente das contradições que o homem experimenta dentro de si e em torno a si, Maria, Mãe de Cristo, diz-nos que a Graça é maior que o pecado, que a misericórdia de Deus é mais poderosa que o mal e sabe transformá-lo em bem".
Papa Bento XVI
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
CALVÁRIO
« Quem vive aqui?»
UMA SENHORA
Uma senhora passou casualmente por estes lados. Atraída pela Capela original e pelo verde abundante que a rodeia, entrou em nossa Casa por curiosidade.
- Quem vive aqui? – Perguntou-me.
Fui-lhe então revelando a finalidade do Calvário.
E sem mais perguntas, voltando-se para ela, começou por dizer que era consagrada e já vivera num Instituto religioso. Esteve em África, onde exerceu uma actividade gratificante junto das populações daquele continente. Voltou e foi directora dum lar de idosos. Prosseguiu, dizendo que tem jeito e qualidades para lidar com pessoas doentes e de idade. Presentemente trabalha na promoção de equipamentos de saúde e concluiu parecer-lhe talhada para este nosso viver.
Mas, toda esta bagagem de conhecimentos, de competências e andanças, é demasiado pesada para esta nossa carruagem.
Um dos desejos humanos mais natural é ser-se admirado. Muita gente anda, hoje, com um curriculum debaixo do braço, distribuindo-o. Nada fizeram, por vezes, mas têm cursos, estágios, frequência em acções de formação. E vão-se apresentando com tudo isto para causar admiração e naturalmente colocação.
Uns gostam de ser apreciados pelo que são ou julgam ser, outros pelo que fazem de bem e até de mal.
Ora, aqueles que sentem à sua volta uma onda de amor, de compreensão e de estima, não sentem necessidade de ser admirados, porque já o são antes de o desejarem ser.
Os nossos doentes gostam que admiremos, não o que são – coitados deles – mas aquilo que vão fazendo. Sabem que são estimados e, por isso, não reclamam admiração pela sua pessoa. Só o desejam em relação ao que executam.
-Olhe, venha ver; já levantei da cama o Diamantino mais o Joaquim.
- Repare como está limpa a avenida.
- Já lavei a loiça toda.
- Gosta desta pega redonda?
E não param de mostrar o que fazem. Não apregoam o que são.
Com simplicidade, apresentam o que produzem. E assim é que está certo.
A competição é uma das marcas do nosso tempo. Todos querem ser mais, julgam ser maiores mostrando pergaminhos.
- Aprendei de Mim que sou manso e humilde – dizia Jesus.
Depois de fazer alguma cura Ele recomendava que o não dissessem a ninguém. E, quando pretenderam fazê-lO rei, escondeu-se nas montanhas. Era o Mestre.
Padre Baptista
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